terça-feira, 6 de maio de 2008

O Início

Não fui eu que cunhei o termo pedagogia ecológica, tampouco sei quem o fez. Acho até engraçado a criatividade do pessoal da área educacional. Há de tudo: pedagogia da diferença, a do conflito, a tradicional, a crítica dos conteúdos, a libertária... enfim... ecológica é mais uma a compor o rol desta listagem sem fim. Por outro lado, também considero válido, já que cada nome que adjetiva o termo pedagogia possui uma importância ao buscarem ser ouvidos, separados e diferenciados dos demais.

A pedagogia ecológica tem sido forjada por inúmeras pessoas em diferentes lugares. Acredito, no entanto, que o mais expressivo destas pessoas seja o Fritjof Capra, autor dos famosos livros O Tao da Física e o Ponto de Mutação e , sobretudo o mais recente, o Alfabetização Ecológica. Outra importante contribuição é do educador ambientalista David Orr que escreveu A Terra em Mente ambos são diretores do Centro para Ecoalfabetização localizado em Berkley Califórnia Estados Unidos da América.

O grande objetivo da pedagogia ecológica parece ser o de construir um mundo sustentável a partir do conhecimento da natureza, daí a ênfase da alfabetização, no sentido de saber o b-a-bá da botânica, da zoologia, enfim, dos processos que regem o ambiente natural que estamos imersos.

Provavelmente há diferenças entre as diversas propostas para designar um ensino/aprendizagem que utilize o termo ecológico (alfabetização ecológica, a pedagogia ecológica, a eco-escola , ecoeducador ), todavia, penso que existe consenso em relação a necessidade de se construir uma visão de mundo sistêmica na qual conceitos como teia dinâmica de relações, multiplicidade, interconexão e probabilidade , são absolutamente importantes para fazer um contraponto com a nossa confortável visão de mundo mecanicista/newtoniana.

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